sábado , 24 de junho de 2017
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Plantio de soja tem início no Brasil

ANPII reforça a importância da inoculação para que a safra obtenha bons resultados

Foi dada largada para o período oficial do plantio de soja da temporada 2015/2016 no país. Desde o dia 15 de outubro os estados de Mato Grosso, Paraná, Bahia, Rondônia, Maranhão e parte do Paraná foram os primeiros a iniciarem a época da semeadura. A partir de novembro o Norte e Nordeste darão início a essa etapa do plantio. Para que as produções atinjam as estimativas de crescimento é necessário que os produtores reforcem algumas práticas, como o uso de inoculantes, principalmente em lavouras de primeiro ano.

O consultor Solon Araújo, da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII) explica que como a soja não é uma cultura nativa do Brasil e a bactéria que fixa o nitrogênio atmosférico (bradirizóbio) não existe naturalmente nos solos brasileiros, é indispensável que se faça a inoculação da soja nessas condições, para garantia de obtenção de alta produtividade. “A dose de inoculante deve ser a indicada e não deixar de observar os cuidados em relação à aplicação de fungicidas e micronutrientes nas sementes. Quanto maior o número de células viáveis nas sementes, melhores serão a nodulação e o rendimento de grãos”, pondera.

Para as áreas já cultivadas anteriormente com soja, os ganhos com a inoculação são menos expressivos do que os obtidos em solos de primeiro ano. “Tem sido observado ganhos médios de 4,5% no rendimento de grãos com a inoculação em áreas já cultivadas com essa leguminosa. Por isso, recomenda-se reinocular a cada ano”, alerta.

Apesar de existir dois métodos para a inoculação, nas sementes e no sulco das sementes, a segunda opção é, atualmente, a mais recomendada, pois, além de ser uma opção mais ágil, é bem-sucedida com relação à eficácia na fixação de nitrogênio. “A inoculação no sulco tem se mostrado mais produtiva, pois os efeitos negativos dos fungicidas e outros produtos utilizados no tratamento de sementes são minimizados por este novo sistema de inoculação”, pontua.

A aplicação dos inoculantes no solo evita a mortalidade das bactérias, pois não há contato direto com agroquímicos nem com as altas temperaturas da caixa de sementes. Além disso, a uniformidade da aplicação garante a qualidade do plantio sem afetar o rendimento operacional do agricultor.

Sobre a ANPII

A Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Importadores de Inoculantes (ANPII) foi fundada em 1980 e reúne 11 empresas que comercializam inoculantes no país. A principal atividade da associação, além de representar as associadas, é um trabalho para a melhoria contínua dos inoculantes e pela divulgação desta técnica junto à assistência técnica e agricultores. A ANPII tem muito claro que a Fixação Biológica do Nitrogênio é uma tecnologia estratégica para a cultura de leguminosas, e já a caminho para outras famílias de plantas. Mais informações pelo site: www.anpii.org.br.

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